17.10.25

✨Emagrecimento & Saúde Mental: Tratamento com Mounjaro

Monica Leite Psicóloga
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✨Emagrecimento & Saúde Mental: Tratamento com Mounjaro

📌 “Por se tratar de uma instituição pública e sem fins lucrativos, e em respeito à legislação vigente sobre privacidade e ética profissional, informamos que o(a) médico(a) envolvido(a) nesta conversa não autorizou a divulgação de sua identidade ou quaisquer dados pessoais.”

Transcrição organizada (Mônica Leite ↔ Médico)

Mônica (Psicóloga): Doutor, para começar: o que é exatamente o Mounjaro (tirzepatida)? Para que ele foi desenvolvido originalmente?
Médico: Mounjaro é o nome comercial da tirzepatida, um peptídeo injetável que age como agonista dual dos receptores GIP e GLP-1 — duas incretinas que regulam a secreção de insulina e o apetite. Foi desenvolvido inicialmente para tratar diabetes tipo 2, mas mostrou efeitos potentes de redução de peso em estudos de obesidade, e acabou recebendo também indicação para manejo crônico do peso com outra apresentação (Zepbound é a marca de tirzepatida aprovada para perda de peso em alguns países). (NCBI)

Mônica: Como essa descoberta aconteceu — houve um “momento Eureka”?
Médico: A ideia surgiu da ciência sobre incretinas: GLP-1 já era alvo (ex.: semaglutida). Pesquisadores combinaram ação em GIP e GLP-1 num único composto para potencializar efeitos sobre glicemia e apetite. Ensaios clínicos (p.ex. SURMOUNT e outros) mostraram reduções de peso muito superiores às observadas com GLP-1 isolado, o que levou à investigação e aprovações para obesidade/controle de peso. (New England Journal of Medicine)

Mônica: Para que serve, hoje, clinicamente? Pode ser prescrito só para “emagrecimento estético”?
Médico: Clinicamente, Mounjaro (tirzepatida) está indicado principalmente como adjuvante para controle glicêmico em diabetes tipo 2. Em vários países (EUA: Zepbound; Brasil: ANVISA atualizou indicações) tirzepatida ganhou indicação formal para manejo crônico de obesidade/controle de peso quando combinado com dieta (nutricionista), atividade física, acompahamento médico e psicológico, em pessoas com critérios de IMC ou comorbidades. Não é indicado simplesmente para “emagrecimento estético” sem avaliação médica — é uma terapia para condições crônicas e com riscos e custos a serem ponderados. (Access Data FDA)

Mônica: Quais são os benefícios comprovados?
Médico: Em ensaios controlados (p.ex. SURMOUNT e outros), pacientes tratados com tirzepatida apresentaram reduções médias de peso substanciais — em alguns estudos médias de 15–20% do peso corporal em meses de tratamento, além de melhora no controle glicêmico e marcadores cardiometabólicos. Benefícios relatados também incluem melhora da qualidade de vida relacionada à saúde em muitos pacientes. (PubMed)

Mônica: E os riscos, os famosos efeitos adversos? O que precisamos monitorar?
Médico: Efeitos mais comuns são gastrointestinais (náusea, diarreia, vômito, constipação). Riscos mais sérios relatados e monitorados incluem pancreatite, complicações da vesícula biliar (cálculos), hipoglicemia quando usado com agentes hipoglicemiantes, reações de hipersensibilidade e informação pré-clínica sobre tumores de células C da tireoide (risco em roedores levou a advertência; contraindicação em pacientes com história pessoal/familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome MEN2). Autoridades regulatórias e estudos de farmacovigilância continuam avaliando eventos raros relacionados a p.ex. pancreatite e efeitos psiquiátricos. Monitoramento médico é obrigatório. (Access Data FDA)

Mônica: Há implicações no campo da saúde mental? Pessoas com ansiedade, depressão, transtornos alimentares?
Médico: Sim — precisamos atenção redobrada. A literatura mostra resultados mistos: muitos pacientes relatam melhora da autoestima e qualidade de vida, mas há relatos e estudos que associam os medicamentos da classe GLP-1 (e derivados/análogos) a sintomas de ansiedade, alterações do sono, e, em alguns estudos observacionais, um aumento sinalizado em relatos de depressão ou ideação suicida — embora revisões e análises controladas não encontrem associação consistente. Em resumo: avaliar histórico psiquiátrico, monitorar mudanças de humor e comportamento, e envolver psicologia/psiquiatria quando necessário. Psicólogos têm papel central em triagem, psicoeducação e prevenção de desenvolvimento/exacerbação de transtornos alimentares. (JAMA Network)

Mônica: O tratamento costuma ser gratuito? Como ficam os custos?
Médico: Depende do país, da indicação e do plano de saúde. Em muitos lugares o uso para diabetes é mais frequentemente coberto por planos; para uso exclusivo para emagrecimento a cobertura varia muito e muitas seguradoras consideram isso “cosmético ou estético” — exigindo critérios de IMC e comorbidades. Preço sem cobertura nos EUA gira em torno de US$~1.000 por mês (varia por dose e país), mas fabricantes e programas de assistência podem reduzir custos; no Brasil houve estipulação de preço máximo ao consumidor (ex.: anúncio de valores ao lançamento; preços variam entre fontes — algumas reportaram R$1.700 a R$3.600 mensais no início da entrada do produto). É fundamental planejar financeiramente antes de iniciar, porque o medicamento costuma ser de uso crônico para manutenção e a interrupção pode levar a ganho de peso de volta. (GoodRx)

Mônica: Quais são os cuidados práticos — físicos, mentais, financeiros e sociais — que eu, como psicóloga, devo reforçar com pacientes que buscam esse tratamento?
Médico: Vou dar aqui um resumo prático...

  1. Avaliação médica completa (histórico pancreatite, medula tireoide, gravidez, medicações concomitantes).

  2. Triagem psiquiátrica: avaliar depressão, ansiedade, transtornos alimentares, ideação suicida, expectativas irreais.

  3. Plano multidisciplinar: médico + nutricionista + psicólogo/psiquiatra +, se indicado, fisioterapeuta/exercício.

  4. Consentimento informado sobre riscos, benefícios, custos, e possíveis efeitos no humor e na imagem corporal.

  5. Monitoramento regular (laboratoriais, sintomas gastrointestinais, humor) e estratégia de desmame se necessário.

  6. Planejamento financeiro: simular custo mensal/ anual, possibilidades de copagamento, programas do fabricante.

  7. Rede social de apoio para lidar com estigma e mudanças nas dinâmicas relacionais. (Access Data FDA)

Mônica: Pode descrever cenários reais/possíveis de complicações no âmbito psicológico e social?
Médico: Sim. Vamos a alguns exemplos:

  • A paciente perde peso rapidamente e encontra menos apoio social — familiares acusam de “tomar atalho”, levando a conflito; isso pode gerar isolamento e piora de humor.

  • Alguém com história de transtorno alimentar começa a restringir mais por orgulho da “dieta + medicação” e desenvolve comportamentos compulsivos — exige intervenção precoce.

  • Pacientes com expectativas de “cura emocional” ficam frustrados ao descobrir que medicação não resolve problemas de autoimagem profundamente arraigados — necessidade de terapia para trabalhar identidade e padrões relacionais. (A psicóloga tem papel central em prevenção e intervenção nestes cenários.) (Verywell Health)

Mônica: Por fim, existe uma “receita ética” para prescrever/acompanhar esses tratamentos?
Médico: Sim: prescrição responsável, critérios clínicos (IMC e comorbidades quando exigidos), avaliação de risco/benefício individual, consentimento informado, monitoramento contínuo e trabalho em equipe interdisciplinar. Evitar prescrição apenas por pressão estética; priorizar segurança. Psicólogo/a deve assegurar que o paciente entende que o medicamento é ferramenta — não uma “solução milagrosa” para conflitos emocionais. (American Gastroenterological Association)

Mônica: Obrigada doutor, amei conversar com um especialista tão consciente, humano e responsavel. 
Médico: Fico feliz em ajudar, e cooperar com seu trabalho. 

Checklist prático: Emagrecer com Mounjaro

Antes de iniciar (triagem)

  • Exame clínico e laboratoriais (função hepática, amilase/lipase se indicado, avaliação tiroideana conforme história). (Access Data FDA)

  • História de pancreatite, câncer de tireoide, síndrome MEN2 → contraindicações ou cuidado. (Access Data FDA)

  • Avaliação psiquiátrica: depressão, ansiedade, história de transtornos alimentares, ideação suicida. Documentar. (JAMA Network)

  • Plano de custo: quanto o paciente pode arcar mensalmente? 6–12 meses de comprometimento financeiro previsto. (GoodRx)

Durante o tratamento (monitoramento)

  • Revisões médicas periódicas (ajustar dose; avaliar efeitos gastrointestinais, risco de hipoglicemia). (Access Data FDA)

  • Sessões regulares com psicólogo (psicoeducação, gerenciamento de expectativas, prevenção de transtorno alimentar, suporte de imagem corporal). (APA)

  • Monitoramento de humor e sono; escala de triagem breve (PHQ-9/GAD-7) a cada 1–3 meses nos primeiros 6 meses. (JAMA Network)

  • Planejamento social: preparar família/rede, trabalhar estigma e comentários externos. (Verywell Health)

Se apareçam sinais de alerta

  • Dor abdominal intensa/vômito persistente → investigar pancreatite. (The Guardian)

  • Ideação suicida ou depressão agravada → contatar psiquiatria e considerar suspensão. (U.S. Food and Drug Administration)

  • Perda de peso extrema e comportamentos de restrição → intervenção multidisciplinar imediata (nutrição + psicoterapia). (PMC)

Interrupção / manutenção

  • Avisar que a interrupção pode levar ganho de peso revertendo parte ou todo o efeito; discutir estratégia de manutenção (cognitivo+ comportamental + nutrição + exercício). (PubMed)

Cuidados financeiros e logísticos (práticos)

  • Simular custo total (ex.: R$ X por mês × 12 meses). Verificar programas do fabricante, cartões de desconto e cobertura do plano. Documentar no prontuário discussão financeira. (GoodRx)

  • Evitar compras por canais não regulados (compostos ilícitos) — risco de qualidade e segurança. (Investopedia)

Papel da psicologia 

  1. Triagem e acompanhamento dos riscos psiquiátricos e transtornos alimentares. (JAMA Network)

  2. Trabalho de expectativas: ajudar o paciente a integrar a perda de peso ao sentido de si, relações e identidade. (Aqui a metáfora serve: perder peso sem cuidar da psique é como podar arvores sem regar a raiz.)

  3. Prevenção do estigma e trabalho com família/rede para apoio social. (Verywell Health)

  4. Planos comportamentais para manutenção a longo prazo (há evidência que combinação de medicação + terapia cognitivo comportamental resulta em melhores resultados duradouros). (Diabetes Journals)

O que dizer ao paciente (modelo de fala clara)

“Esse remédio foi desenvolvido para tratar diabetes e, em estudos, mostrou grande eficácia na redução de peso quando combinado com dieta e exercício. Não é uma ‘pílula mágica’: traz benefícios importantes, mas também riscos (náuseas, risco raro de pancreatite, alerta sobre tireoide, e impacto possível no humor). É essencial uma avaliação médica, acompanhamento psicológico e planejamento financeiro antes de iniciar. Trabalhamos em equipe para que a mudança seja segura, sustentável e alinhada com sua vida.” (New England Journal of Medicine)

Referências

  • FDA — MOUNJARO (tirzepatide) bula/label (inclui indicações, advertências e monitoramento). (Access Data FDA)

  • FDA — aprovação de Zepbound (tirzepatida) para manejo crônico de peso (combinado com dieta/exercício). (U.S. Food and Drug Administration)

  • NEJM — ensaio SURMOUNT (tirzepatide para tratamento da obesidade) com resultados de perda de peso. (New England Journal of Medicine)

  • StatPearls / revisão farmacológica — mecanismo: agonista dual GIP/GLP-1. (NCBI)

  • ANVISA — nota técnica e atualização sobre indicação no Brasil (junho/2025). (Serviços e Informações do Brasil)

  • Reports & reviews sobre efeitos adversos & farmacovigilância (MHRA, jornais científicos e matérias de imprensa médica sobre pancreatite e monitoramento). (The Guardian)

  • Artigos e guias clínicos sobre psicologia e GLP-1 (APA Monitor, JAMA Psychiatry, revisões sobre saúde mental e medicamentos para perda de peso). (APA)

  • Fontes de preço e acesso: Lilly/pricing, GoodRx, reports locais (CFF/VEJA sobre preços no Brasil e programas do fabricante). (Lilly Pricing Info)

Mônica Leite

Psicóloga CRP/SP 0691797
Terapia Cognitivo Comportamental, Dependência Química e Neurociências
Gran Master em Neuropsicologia Clínica, Hipnose e Saúde Emocional
Criadora do programa Mulher Digna - Fé e Renda no Digital
Criadora do Peso Feliz – Emagrecimento Consciente, Saudável e Sustentável

Nota de transparência:

As imagens deste blog são ilustrações criadas com apoio de IA. Elas não representam pessoas reais, nem fazem uso indevido de imagens de terceiros.

As matérias e pesquisas deste blog são realizadas por mim, com o apoio de inteligência artificial para organizar o conteúdo e estruturar o texto. Todo o material foi revisado antes da publicação. Caso identifique qualquer informação incorreta ou desatualizada, entre em contato para podermos corrigir prontamente.

24.9.25

Psicologia & Neurociências: Os 3 A’s do Desenvolvimento Pessoal — Autoestima, Autoconhecimento e Autoeficácia

Monica Leite - Psicóloga e CRistã
Representação ilustrativa criada por IA — não retrata pessoas reais.

Psicologia & Neurociências: Os 3 A’s do Desenvolvimento Pessoal — Autoestima, Autoconhecimento e Autoeficácia

Você já ouviu falar nos 3 A’s do desenvolvimento humano?


Na psicologia e nas neurociências, três conceitos fundamentais estão diretamente ligados à nossa saúde emocional, realização pessoal e sucesso em diferentes áreas da vida:

  • Autoestima

  • Autoconhecimento

  • Autoeficácia

Esses três pilares estão profundamente conectados e formam a base de uma vida equilibrada e com propósito. Neste artigo, vamos entender como eles funcionam, o que a ciência já descobriu sobre eles e como aplicá-los na prática para transformar sua rotina.

🔹 O que é Autoestima: A Base do Amor-Próprio

A autoestima é como você se percebe, se valoriza e se respeita. Na psicologia, segundo Morris Rosenberg (1965), autoestima é o grau em que uma pessoa se sente capaz, digna e merecedora de respeito.

  • Em outras palavras: autoestima não é só “se gostar”, mas reconhecer seu valor mesmo diante das imperfeições e desafios.

🧠 Autoestima na visão das Neurociências

A autoestima está ligada a áreas do cérebro que regulam emoções, recompensas sociais e autoimagem, como:

  • Córtex pré-frontal medial – responsável pelo planejamento e tomada de decisões.

  • Amígdala – relacionada às respostas emocionais, como medo ou motivação.

  • Ínsula – conectada à consciência emocional.

Neurotransmissores como dopamina e serotonina são fundamentais para sensações de bem-estar, pertencimento e valor pessoal.

💡 Dica psicológica: como fortalecer a autoestima

  • Pratique a autocompaixão: trate-se como trataria alguém que você ama.

  • Reestruture pensamentos negativos: sempre que se perceber se criticando, pergunte: “Eu diria isso para alguém que amo?”

  • Exemplo prático: Imagine que você errou em uma apresentação de trabalho. Em vez de pensar “sou um fracasso”, diga a si mesmo: “Cometi um erro, mas posso melhorar da próxima vez.”

🔹 Autoconhecimento: Saber Quem Você Realmente É

O autoconhecimento é a habilidade de identificar e compreender seus sentimentos, pensamentos e comportamentos, bem como os padrões que guiam suas decisões.

Segundo Daniel Goleman (1995), ele é um dos pilares da inteligência emocional, sendo essencial para desenvolver autorregulação emocional e uma identidade saudável.

  • Reflexão: “Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para mudar aquilo que não está te fazendo bem.”

🧠 Autoconhecimento na visão das Neurociências

Nos estudos cerebrais, o autoconhecimento está relacionado à metacognição, ou seja, pensar sobre o próprio pensamento.

As principais áreas envolvidas são:

  • Córtex pré-frontal dorsolateral – planejamento e raciocínio.

  • Córtex cingulado anterior – monitoramento de erros e controle emocional.

  • Default Mode Network (DMN) – ativada em momentos de reflexão e introspecção.

💡 Estratégias para desenvolver o autoconhecimento

  1. Journaling (escrita emocional): anote suas emoções e experiências diárias.

  2. Prática da atenção plena (mindfulness): observe seus pensamentos sem julgamento.

  3. Feedback construtivo: peça a pessoas confiáveis que compartilhem como elas percebem você.

  4. Exemplo prático:

    • Situação: Você sente irritação frequente no trabalho.

    • Estratégia: Em vez de reagir no impulso, pare e se pergunte: “Por que isso me afeta tanto? É realmente sobre o que aconteceu agora ou algo mais profundo?”

🔹 Autoeficácia: A Confiança para Agir

A autoeficácia foi introduzida pelo psicólogo Albert Bandura (1977), na Teoria Social Cognitiva, e se refere à crença na própria capacidade de planejar e executar ações para alcançar objetivos.

Pessoas com alta autoeficácia:

  • Encaram desafios como oportunidades.

  • Mantêm a motivação mesmo diante de obstáculos.

  • São mais resilientes emocionalmente.

Lembre-se: acreditar que você pode é o primeiro passo para realmente conseguir.

🧠 Autoeficácia na visão das Neurociências

A autoeficácia envolve motivação intrínseca e tomada de decisão, ativando áreas como:

  • Córtex pré-frontal – planejamento e controle comportamental.

  • Núcleo accumbens – ligado à sensação de recompensa.

  • Estriado ventral – expectativa de resultados positivos.

💡 Como aumentar sua autoeficácia

  • Defina metas pequenas e alcançáveis: isso gera sensação de progresso.

  • Visualize o sucesso: use a técnica da visualização para se preparar mentalmente.

  • Celebre conquistas: reconhecer vitórias reforça sua confiança.

  • Exemplo prático:

    • Meta: correr 5 km.

    • Comece caminhando 1 km, depois intercale corrida leve, aumentando gradualmente.

    • Cada avanço gera dopamina, fortalecendo a motivação.

📌 Aplicações Clínicas, Educacionais e na Vida Cotidiana

Os 3 A’s têm impacto direto na saúde mental, educação e qualidade de vida.

Veja como eles são aplicados na prática:

🧩 Na terapia cognitivo-comportamental (TCC)

  • Autoestima: trabalhar crenças limitantes que causam insegurança.

  • Autoconhecimento: identificar padrões de pensamentos automáticos.

  • Autoeficácia: criar planos de ação para lidar com situações difíceis.

Exemplo clínico: Em casos de ansiedade, o psicólogo ajuda a reconhecer pensamentos distorcidos (autoconhecimento), substituí-los por mais realistas (autoestima) e enfrentar gradualmente situações temidas (autoeficácia).
🧠 Na neuropsicologia e reabilitação

Treino de funções executivas para melhorar decisões e autocontrole.
  • Exercícios de consciência emocional, como reconhecer gatilhos que causam estresse.

🎓 Na educação e saúde pública
  • Programas que ensinam crianças e adolescentes a desenvolver autoestima e autoconhecimento como forma de prevenção a transtornos emocionais.

🌟 Os 3 A’s — Autoestima, Autoconhecimento e Autoeficácia — não são apenas conceitos teóricos, mas ferramentas práticas para viver melhor, conquistar objetivos e cuidar da saúde mental.

Comece hoje com pequenos passos:

  • Observe seus pensamentos (autoconhecimento).

  • Pratique o autocuidado e valorize suas qualidades (autoestima).

  • Acredite na sua capacidade de mudar e agir (autoeficácia).

Lembre-se: quando você fortalece os 3 A’s, constrói uma vida mais plena e equilibrada.


Referências

1. Autoestima

ROSENBERG, Morris. Society and the adolescent self-image. Princeton: Princeton University Press, 1965.

Resumo: Obra clássica que fundamenta os estudos sobre autoestima, trazendo a definição amplamente utilizada na psicologia clínica e educacional.

2. Autoconhecimento (Inteligência Emocional e Neurociências)

GOLEMAN, Daniel. Emotional Intelligence: Why It Can Matter More Than IQ. New York: Bantam Books, 1995.

Resumo: Introduz o conceito de inteligência emocional, relacionando autoconhecimento e autorregulação emocional aos processos cerebrais.

3. Autoeficácia

BANDURA, Albert. Self-efficacy: The exercise of control. New York: W. H. Freeman and Company, 1997.

Resumo: Principal referência teórica sobre autoeficácia, descrevendo sua influência na motivação, comportamento e tomada de decisão.

Mônica Leite

Psicóloga CRP/SP 0691797
Terapia Cognitivo Comportamental, Dependência Química e Neurociências
Gran Master em Neuropsicologia Clínica, Hipnose e Saúde Emocional
Criadora do programa Mulher Digna - Fé e Renda no Digital
Criadora do Peso Feliz – Emagrecimento Consciente, Saudável e Sustentável

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Você conhece a Luta da Psicologia no Brasil? A história da PSICOTERAPIA, avanços e desafios!

Mônica Leite Psicóloga e CRistã
Representação ilustrativa criada por IA — não retrata pessoas reais.

Psicoterapia e a Luta da Psicologia no Brasil: História, Avanços e Desafios

Descubra a história da regulamentação da psicoterapia no Brasil, os avanços recentes e os desafios que psicólogos enfrentam em 2025.

Cenário da psicologia no Brasil

A psicoterapia desempenha um papel fundamental no cuidado da saúde mental e emocional da população. No Brasil, a história da sua regulamentação é marcada por lutas políticas, avanços sociais e batalhas legais.

Com mais de 400 mil psicólogos ativos, o Brasil possui o maior número de profissionais de Psicologia no mundo, o que reforça a importância de uma legislação sólida e de práticas éticas que valorizem o trabalho da categoria.

Neste artigo, você vai conhecer:

  • A linha do tempo da regulamentação da Psicologia e da psicoterapia no Brasil.

  • Avanços conquistados pela categoria ao longo das décadas.

  • Desafios atuais e futuros para a profissão.

Atestado Psicológico e Legislação: O Que Todo Psicólogo e Pacientes-Clientes Precisam Saber!


Linha do Tempo da Regulamentação da Psicoterapia no Brasil
  • 1958 – 1974: Primeiros Passos e Consolidação
  • 1958: Anteprojeto de lei inicia o processo de regulamentação da profissão.

  • 1962: O presidente João Goulart sanciona a Lei 4.119, oficializando a profissão de psicólogo no Brasil.

  • 1971: Criação do Sistema Conselhos de Psicologia, que hoje reúne o CFP e os CRPs.

  • 1974: Primeira resolução do CFP e instituição dos sete primeiros Conselhos Regionais (CRPs).

Curiosidade: Em 1974, houve uma tentativa de restringir a psicoterapia apenas a médicos. Graças à atuação firme do CFP, a Psicologia manteve seu espaço na área clínica.

  • 1980 – 2000: Consolidação da Psicoterapia como Prática Profissional
  • Anos 1980: Projetos de lei tentaram novamente dar exclusividade da psicoterapia aos médicos, mas foram arquivados graças à mobilização da categoria.

  • 2000: O CFP publica a Resolução nº 10/2000, regulamentando formalmente a psicoterapia para psicólogos.

  • 2003 – 2014: Reconhecimento e Avanços Sociais

  • 2003: A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inclui a psicoterapia na lista de procedimentos de saúde suplementar.

  • 2009: Ano da Psicoterapia, com debates e seminários nacionais.

  • 2014: A Receita Federal permite a dedução de despesas com psicoterapia no Imposto de Renda.

Monica Leite Psicóloga e CRistã
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Formação do Psicólogo e Diretrizes Curriculares

A qualidade da formação do psicólogo foi outro avanço:

  • 2018: As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) definem que 25% da carga horária da graduação deve ser prática, com mínimo de 1.000 horas.

  • A Psicologia está entre as quatro profissões que não podem ser 100% a distância, devido à necessidade de atividades práticas e Serviço-Escola obrigatório.

  • Crescimento expressivo: de 103 cursos em 1993 para 1.409 cursos em 2025.

Dica para futuros psicólogos: a escolha de um curso com Serviço-Escola bem estruturado é essencial para garantir uma formação sólida e ética.

Todos os Psicólogos no Brasil São Ricos? Um Olhar sobre remuneração e desafios na Profissão!

Compromisso Social da Psicoterapia

Segundo o Censo da Psicologia 2022:

  • 59% dos psicólogos atuam em políticas públicas.

  • 80% trabalham em psicoterapia, muitos conciliando os dois campos.

Isso reforça que a psicoterapia vai além do consultório, sendo uma ferramenta de transformação social, alinhada à defesa dos Direitos Humanos.

Psicoterapia Online e Impactos da Pandemia

  • 2018: A Resolução CFP nº 11/2018 regulamenta oficialmente a psicoterapia remota no Brasil.

  • 2020: Durante a pandemia, a Psicologia foi a única profissão da saúde já regulamentada para atendimento online, garantindo:

    • Continuidade imediata dos atendimentos.

    • Acessibilidade para pacientes em locais remotos.

    • Redução de custos operacionais para psicólogos e clientes.

    • Esse avanço impulsionou a modernização de outras áreas da saúde.

Crescimento da demanda por Psicoterapia: De 2019 a 2023, a demanda por psicoterapia cresceu 208%, segundo dados da ANS. Em alguns estados, esse crescimento chegou a 300%, impulsionado pelo atendimento remoto e pelo aumento da conscientização sobre saúde mental.

Mônica Leite Psicóloga e CRistã
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Avanços Recentes na Regulamentação (2019–2025)

2019: Projeto de Lei pela Autonomia Profissional

  • Início de um PL que retira a obrigatoriedade de encaminhamento médico para planos de saúde, fortalecendo a autonomia da Psicologia.

2021: Seminário Nacional de Psicoterapia

  • Reuniu CFP, CRPs, ABEP e ABRAP para definir diretrizes estratégicas para a prática clínica.

2022: Cobertura Ilimitada pela Saúde Suplementar

  • Resolução ANS nº 65/2022: estabelece cobertura ilimitada para sessões de psicoterapia nos planos de saúde.

  • Resolução CFP nº 13/2022: consolida normas sobre a prática psicoterápica.

2023: Estratégia Legislativa Coletiva

  • Produção do caderno “Reflexões e Orientações sobre a Prática da Psicoterapia”.

  • Início da construção coletiva de uma minuta sólida para tramitação no Congresso Nacional.

2024: Consolidação da Minuta

  • Texto debatido com Conselhos Regionais e entidades nacionais.

  • Apresentação oficial no Congresso de Psicologia Clínica de São Paulo.

2025: Início da Tramitação

  • Projeto ganha apoio da senadora Mara Gabrilli, psicóloga e relatora da proposta.

  • Definição do Ano do Censo da Formação em Psicologia, com foco nos 1.409 cursos ativos no país.

Mônica Leite Psicóloga e CRistã
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Atestado Psicológico e Legislação: O Que Todo Psicólogo e Pacientes-Clientes Precisam Saber!

Conquistas Recentes da Psicologia Brasileira

Entre 2019 e 2025, os principais avanços foram:

  • Autonomia profissional fortalecida.

  • Ampliação do acesso à psicoterapia pela população.

  • Reconhecimento do atendimento remoto como ferramenta eficaz e segura.

  • Cobertura ilimitada de sessões nos planos de saúde.

  • Estruturação de uma estratégia legislativa sólida para regulamentar a psicoterapia em lei federal.

A trajetória da psicoterapia no Brasil mostra uma profissão que nunca parou de evoluir, lutando pelo reconhecimento social, político e científico.

À medida que a demanda cresce, é essencial que a categoria se mantenha unida e bem informada, garantindo um atendimento ético, acessível e de qualidade para todos.

Mensagem final: A psicoterapia não é apenas uma técnica, mas um ato de transformação social, que promove saúde, dignidade e esperança.

Quer saber mais sobre psicologia, neurociência, neuropsicologia e transformação pessoal? 

Acompanhe meus conteúdos no blog e as redes sociais dos projetos dos quais eu faço parte, descubra como a psicologia e os psicólogos (as) podem impactar vidas de forma positiva.

Referências Oficiais do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e afins

Norma / Resolução Título / Assunto Data / Status Fonte oficial
1 Resolução CFP nº 10/2000 “Especifica e qualifica a Psicoterapia como prática do Psicólogo.” (CFP) 20 de dezembro de 2000 Documento PDF oficial do CFP (CFP)
2 Resolução CFP nº 11/2018 Regulamenta a prestação de serviços psicológicos por meios de tecnologias da informação e comunicação. (CFP) 11 de maio de 2018 Site do CFP, Resolução em PDF/HTML (CFP)
3 Resolução CFP nº 13/2022 Dispõe sobre diretrizes e deveres para o exercício da psicoterapia por psicólogas e psicólogos. (CFP) 15 de junho de 2022 Atos Oficiais / Diário Oficial da União (Atos Oficiais)
4 Resolução CFP nº 04/2020 Orientações para atendimento psicológico online durante a pandemia da COVID-19. (CRP11) 2020 (temporária/emergencial) Site do CRP local & CFP (CRP11)
5 Resolução CFP nº 9/2024 Regulamenta a prestação de serviços psicológicos via Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDICs), revogando resoluções anteriores (11/2018 e 04/2020). (CRP-MG) 2024 Anúncio no CRP-MG e outros CRPs, repositórios do CFP (CRP-MG)

Referências Oficiais do Sistema de Saúde Suplementar / Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

Norma / Resolução Título / Assunto Data / Status Fonte oficial
A Resolução Normativa RN nº 465/2021 Estabelece o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no âmbito da saúde suplementar (atualiza coberturas obrigatórias). (BVSMS) 24 de fevereiro de 2021 Site da ANS / legislação (BVSMS)
B ANS – fim do limite de cobertura para psicologia, fonoaudiologia etc. Ato da ANS que elimina limites de sessões para psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia nos planos privados. (Serviços e Informações do Brasil) Aprovação em 2022 Portal da ANS / notícias oficiais (Serviços e Informações do Brasil)

Referências Oficiais sobre Psicoterapia

Estação Psicologia - Psicologia Clínica: do Congresso à Regulamentação da Psicoterapia

Diálogo sobre Psicoterapia: formação, qualificação e regulamentação


Mônica Leite

Psicóloga CRP/SP 0691797
Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociências
Gran Master em Neuropsicologia Clínica, Hipnose e Saúde Emocional
Criadora do programa Peso Feliz – Emagrecimento Consciente, Saudável e Sustentável e Mulher Digna - Fé e Renda no Digital

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15.9.25

Inteligência Artificial e Poder: Qual a Verdade que pode estar por Trás do Medo em Relação às Novas Tecnologias

Monica Leite Psicologa e Cristã

Psicologia Social Crítica e o desafio da democratização tecnológica

Descubra como a Inteligência Artificial impacta o acesso ao conhecimento e os desafios éticos e sociais envolvidos, sob a ótica da Psicologia Social Crítica.

A revolução do acesso à informação

Com a chegada dos buscadores digitais e, depois, dos celulares com internet, o mundo viveu uma verdadeira revolução no acesso à informação.

De repente, o conhecimento deixou de estar restrito às bibliotecas físicas, às universidades e a um pequeno grupo de especialistas que se colocavam como os “donos da verdade”.

Essa mudança, no entanto, não aconteceu sem resistência. Muitos acadêmicos e setores da sociedade criticaram essa democratização, alegando que ela poderia banalizar o conhecimento ou facilitar a desinformação.

Hoje: a ascensão das Inteligências Artificiais (IAs)

O que aconteceu com os buscadores digitais está se repetindo agora com as Inteligências Artificiais.

Assim como os buscadores no passado, as IAs rompem estruturas tradicionais de poder, pois ampliam drasticamente as formas de produzir, acessar e compartilhar conhecimento.

Sob a perspectiva da Psicologia Social Crítica e Histórica, entendemos que nenhuma tecnologia é neutra

Cada inovação se insere em relações sociais, históricas e de poder, e é justamente por isso que a chegada das IAs gera polêmicas:
  • Não é apenas um debate técnico, mas também político, ético e cultural.
  • O que está em jogo é quem controla e define o acesso a essa tecnologia.

O risco da exclusão digital e intelectual

É fundamental estabelecer responsabilidade ética, ambiental, marcos legais e critérios claros de uso para qualquer tecnologia de grande impacto.

Mas existe um risco: o discurso do “perigo” pode ser usado como ferramenta de controle e exclusão.

Se restringirmos o acesso à IA apenas a elites acadêmicas, empresariais ou governamentais, repetiremos as mesmas desigualdades históricas que já conhecemos.

Isso vai contra a própria essência da democratização do conhecimento e dos valores defendidos pela Psicologia Social Crítica.

Educar para o uso crítico: o verdadeiro desafio

O verdadeiro desafio não é proibir ou limitar a IA, mas educar para seu uso crítico e consciente.

Isso significa:

  • Incentivar consciência social e coletiva sobre os impactos da tecnologia.
  • Promover acesso democrático, com oportunidades para todos.
  • Criar condições para que o conhecimento gerado com IA sirva à emancipação, e não à dominação.

Assim como a internet transformou como aprendemos, ensinamos e nos relacionamos, a IA pode ser uma ferramenta de transformação social profundadesde que o debate seja aberto, coletivo e inclusivo.

Um futuro que precisa ser coletivo

A Inteligência Artificial não é o fim da autonomia humana, mas um convite à reflexão coletiva sobre o tipo de sociedade que queremos construir.

Se usada de forma democrática e ética, ela pode quebrar barreiras históricas de exclusão e desigualdade.

Mas se controlada por poucos, pode se tornar mais uma ferramenta de dominação.

O caminho, portanto, é debater, educar e democratizar, para que a tecnologia esteja a serviço da liberdade e da justiça social — pilares defendidos pela Psicologia Social Crítica e Histórica.


🔍 Fontes para pesquisa

  • BRYNJOLFSSON, Erik; McAFEE, Andrew. A Segunda era das Máquina

O livro foi publicado em 2014 e trata de como a tecnologia digital, especialmente a inteligência artificial e a automação, está transformando radicalmente a economia, o trabalho e a sociedade. Os autores chamam este período de “Segunda Era das Máquinas”, em contraposição à Revolução Industrial (a “Primeira Era das Máquinas”), que mecanizou tarefas físicas. A ideia central é: não estamos apenas melhorando máquinas; estamos vivendo um salto exponencial na capacidade tecnológica, que cria oportunidades enormes, mas também sérios desafios. Computadores, IA, algoritmos e redes digitais estão crescendo de forma exponencial, permitindo fazer coisas que antes eram exclusivas de humanos, como análise de dados complexos ou decisões estratégicas. Diferente da Revolução Industrial, essa tecnologia afeta trabalho intelectual e criativo, não só físico. A automação está substituindo tarefas repetitivas, mas também criando novas oportunidades em áreas que exigem criatividade, inovação e colaboração. Surge um dilema: desigualdade de renda entre quem consegue se adaptar às novas tecnologias e quem não consegue. Impacto econômico e social. O futuro exigirá aprendizado contínuo, criatividade, pensamento crítico e colaboração. Brynjolfsson e McAfee defendem que a tecnologia em si não é boa nem ruim. O impacto depende de como a sociedade, governos e empresas a utilizam. Quem consegue se adaptar e usar a tecnologia de forma estratégica terá enormes vantagens. Quem não se adaptar corre o risco de exclusão econômica e social. É a promessa de abundância, mas também o desafio de não deixar ninguém para trás.
  • CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação.

Publicado em 1996, o livro faz parte da trilogia “A Era da Informação” e examina como as redes de informação estão transformando a sociedade, a economia e o poder. Castells introduz o conceito de “sociedade em rede”, na qual o fluxo de informações e conexões digitais redefine relações sociais, políticas e econômicas. A premissa central é: vivemos numa sociedade organizada não mais por hierarquias fixas, mas por redes flexíveis de comunicação e poder, impulsionadas pela tecnologia da informação. Redes substituem hierarquias tradicionais como estrutura dominante. Empresas, governos e comunidades estão cada vez mais interconectados através da informação digital, e a eficácia depende da capacidade de integrar-se nessas redes. Informação e conhecimento são os recursos mais valiosos da economia contemporânea - “informação como poder”, mostrando que quem controla fluxos de dados tem influência estratégica. Redes conectam o mundo globalmente, mas criam desigualdades regionais e locaisMudanças nas redes de comunicação alteram a forma como as pessoas se organizam, trabalham e se relacionam. Cultura, política e identidade são impactadas por redes digitais, criando novas formas de mobilização social. A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura é uma trilogia de livros do sociólogo Manuel Castells : A Ascensão da Sociedade em Rede (1996), O Poder da Identidade (1997) e O Fim do Milênio (1998).

  • FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder.

Publicado em 1979, “Microfísica do Poder” uma coletânea de aulas e palestras de Foucault sobre o funcionamento do poder na sociedade. O foco principal é como o poder não se concentra apenas em instituições formais (como o Estado ou o governo), mas se exerce em pequenas interações e práticas cotidianasA premissa central é: o poder está em toda parte, porque ele se manifesta nas relações sociais e nos comportamentos individuais, e não apenas em grandes decisões políticas ou econômicas. O poder não é apenas algo que alguém possui e exerce de cima para baixo. Ele se manifesta em microinterações, regras sociais, normas culturais e práticas de disciplina. Quem define o que é verdade, conhecimento ou normalidade também exerce poder, como a medicina, psicologia e ciência produzem categorias que legitimam o controle social. O poder se exerce através da observação constante, não necessariamente pela força. Foucault usa o exemplo do Panóptico (prisão projetada para que os presos nunca saibam quando estão sendo observados) como metáfora da sociedade moderna. Onde há poder, há resistência. O poder não é apenas um trono ou uma lei; ele se esconde nos olhares, nos hábitos e nas palavras. Onde alguém observa, disciplina ou nomeia, o poder se insinua — e sempre há espaço para a resistência silenciosa.

  • HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21.

Publicado em 2018, o livro é uma reflexão sobre os desafios mais urgentes que a humanidade enfrenta no século XXI, especialmente em termos de tecnologia, política, sociedade e ética. Harari combina história, filosofia e ciência para analisar como o progresso tecnológico, incluindo a inteligência artificial, está transformando o mundo. A premissa central é: vivemos um período de mudanças rápidas e profundas, e é crucial entender como nos adaptar a um mundo de incertezas, informação massiva e riscos globais. Inteligência artificial e biotecnologia podem superar habilidades humanas em várias áreas. Questões éticas surgem sobre controle de dados, manipulação genética e impacto da automação no trabalho. O excesso de informação exige pensamento crítico para distinguir verdade de mentira. Redes sociais e algoritmos podem manipular opiniões e decisões políticas. Valores antigos são desafiados por mudanças tecnológicas e científicas. Aprender a lidar com incertezas, ambiguidade e complexidade é fundamental. Educação, adaptação e aprendizado contínuo são essenciais para sobreviver e prosperar. Harari propõe uma reflexão sobre como usar o conhecimento e o poder para o bem coletivo. Já que o século XXI é definido por velocidade, complexidade e interconexão. O futuro depende de nossa capacidade de entender a tecnologia, proteger os valores humanos e agir com ética e consciência coletiva. Ele alerta: quem não se adapta às novas realidades arrisca ficar à margem da sociedade.

  • VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente.

Publicado em 1934, “A Formação Social da Mente” é uma obra clássica da psicologia e da pedagogia que apresenta a teoria sociocultural do desenvolvimento humano. Vygotsky argumenta que o desenvolvimento cognitivo não ocorre isoladamente, mas é influenciado pelas interações sociais, cultura e linguagem. A premissa central é: a mente se forma e se transforma por meio das relações com outras pessoas e pelo uso de ferramentas culturais, como a linguagem, os símbolos e os sistemas de conhecimento. O aprendizado acontece através da interação com o meio cultural e com pessoas mais experientes. Ferramentas culturais, como livros, números, linguagem e tecnologia, mediacionam o desenvolvimento da mente. A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é sobre à diferença entre o que a pessoa consegue fazer sozinha e o que consegue fazer com ajuda de alguém mais experiente. A educação eficaz se baseia em trabalhar dentro dessa zona para estimular crescimento cognitivo. Habilidades como raciocínio, memória e atenção são socialmente construídas, e não apenas maturacionais. O desenvolvimento depende da participação ativa em práticas sociais e culturais. A linguagem é uma ferramenta essencial para organizar o pensamento e a aprendizagem. A mente humana é como uma árvore que cresce guiada pelo solo da cultura e regada pelo diálogo; sozinha, não alcança seu pleno florescimento, mas com outros e com ferramentas certas, alcança alturas inimagináveis.


Mônica Leite
Psicóloga CRP/SP 0691797
Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociências
Gran Master em Neuropsicologia Clínica, Hipnose e Saúde Emocional
Criadora do programa Peso Feliz – Emagrecimento Consciente, Saudável e Sustentável e Mulher Digna - Fé e Renda no Digital

Nota de transparência:
Esta pesquisa inicial foi realizada por mim, e contei com o apoio de inteligência artificial para organizar o conteúdo e estruturar o texto. Todo o material foi revisado antes da publicação. Caso identifique qualquer informação incorreta ou desatualizada, entre em contato para podermos corrigir prontamente.