Você já ouviu falar nos 3 A’s do desenvolvimento humano?
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Autoestima
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Autoconhecimento
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Autoeficácia
🔹 O que é Autoestima: A Base do Amor-Próprio
A autoestima é como você se percebe, se valoriza e se respeita. Na psicologia, segundo Morris Rosenberg (1965), autoestima é o grau em que uma pessoa se sente capaz, digna e merecedora de respeito.
- Em outras palavras: autoestima não é só “se gostar”, mas reconhecer seu valor mesmo diante das imperfeições e desafios.
🧠 Autoestima na visão das Neurociências
A autoestima está ligada a áreas do cérebro que regulam emoções, recompensas sociais e autoimagem, como:
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Córtex pré-frontal medial – responsável pelo planejamento e tomada de decisões.
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Amígdala – relacionada às respostas emocionais, como medo ou motivação.
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Ínsula – conectada à consciência emocional.
Neurotransmissores como dopamina e serotonina são fundamentais para sensações de bem-estar, pertencimento e valor pessoal.
💡 Dica psicológica: como fortalecer a autoestima
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Pratique a autocompaixão: trate-se como trataria alguém que você ama.
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Reestruture pensamentos negativos: sempre que se perceber se criticando, pergunte: “Eu diria isso para alguém que amo?”
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Exemplo prático: Imagine que você errou em uma apresentação de trabalho. Em vez de pensar “sou um fracasso”, diga a si mesmo: “Cometi um erro, mas posso melhorar da próxima vez.”
🔹 Autoconhecimento: Saber Quem Você Realmente É
O autoconhecimento é a habilidade de identificar e compreender seus sentimentos, pensamentos e comportamentos, bem como os padrões que guiam suas decisões.
Segundo Daniel Goleman (1995), ele é um dos pilares da inteligência emocional, sendo essencial para desenvolver autorregulação emocional e uma identidade saudável.
- Reflexão: “Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para mudar aquilo que não está te fazendo bem.”
🧠 Autoconhecimento na visão das Neurociências
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Córtex pré-frontal dorsolateral – planejamento e raciocínio.
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Córtex cingulado anterior – monitoramento de erros e controle emocional.
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Default Mode Network (DMN) – ativada em momentos de reflexão e introspecção.
💡 Estratégias para desenvolver o autoconhecimento
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Journaling (escrita emocional): anote suas emoções e experiências diárias.
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Prática da atenção plena (mindfulness): observe seus pensamentos sem julgamento.
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Feedback construtivo: peça a pessoas confiáveis que compartilhem como elas percebem você.
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Exemplo prático:
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Situação: Você sente irritação frequente no trabalho.
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Estratégia: Em vez de reagir no impulso, pare e se pergunte: “Por que isso me afeta tanto? É realmente sobre o que aconteceu agora ou algo mais profundo?”
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🔹 Autoeficácia: A Confiança para Agir
A autoeficácia foi introduzida pelo psicólogo Albert Bandura (1977), na Teoria Social Cognitiva, e se refere à crença na própria capacidade de planejar e executar ações para alcançar objetivos.
Pessoas com alta autoeficácia:
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Encaram desafios como oportunidades.
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Mantêm a motivação mesmo diante de obstáculos.
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São mais resilientes emocionalmente.
Lembre-se: acreditar que você pode é o primeiro passo para realmente conseguir.
🧠 Autoeficácia na visão das Neurociências
A autoeficácia envolve motivação intrínseca e tomada de decisão, ativando áreas como:
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Córtex pré-frontal – planejamento e controle comportamental.
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Núcleo accumbens – ligado à sensação de recompensa.
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Estriado ventral – expectativa de resultados positivos.
💡 Como aumentar sua autoeficácia
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Defina metas pequenas e alcançáveis: isso gera sensação de progresso.
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Visualize o sucesso: use a técnica da visualização para se preparar mentalmente.
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Celebre conquistas: reconhecer vitórias reforça sua confiança.
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Exemplo prático:
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Meta: correr 5 km.
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Comece caminhando 1 km, depois intercale corrida leve, aumentando gradualmente.
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Cada avanço gera dopamina, fortalecendo a motivação.
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📌 Aplicações Clínicas, Educacionais e na Vida Cotidiana
🧩 Na terapia cognitivo-comportamental (TCC)
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Autoestima: trabalhar crenças limitantes que causam insegurança.
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Autoconhecimento: identificar padrões de pensamentos automáticos.
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Autoeficácia: criar planos de ação para lidar com situações difíceis.
🧠 Na neuropsicologia e reabilitaçãoExemplo clínico: Em casos de ansiedade, o psicólogo ajuda a reconhecer pensamentos distorcidos (autoconhecimento), substituí-los por mais realistas (autoestima) e enfrentar gradualmente situações temidas (autoeficácia).
Treino de funções executivas para melhorar decisões e autocontrole.
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Exercícios de consciência emocional, como reconhecer gatilhos que causam estresse.
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Programas que ensinam crianças e adolescentes a desenvolver autoestima e autoconhecimento como forma de prevenção a transtornos emocionais.
🌟 Os 3 A’s — Autoestima, Autoconhecimento e Autoeficácia — não são apenas conceitos teóricos, mas ferramentas práticas para viver melhor, conquistar objetivos e cuidar da saúde mental.
Comece hoje com pequenos passos:
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Observe seus pensamentos (autoconhecimento).
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Pratique o autocuidado e valorize suas qualidades (autoestima).
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Acredite na sua capacidade de mudar e agir (autoeficácia).
Lembre-se: quando você fortalece os 3 A’s, constrói uma vida mais plena e equilibrada.
Referências
1. Autoestima
ROSENBERG, Morris. Society and the adolescent self-image. Princeton: Princeton University Press, 1965.
Resumo: Obra clássica que fundamenta os estudos sobre autoestima, trazendo a definição amplamente utilizada na psicologia clínica e educacional.
2. Autoconhecimento (Inteligência Emocional e Neurociências)
GOLEMAN, Daniel. Emotional Intelligence: Why It Can Matter More Than IQ. New York: Bantam Books, 1995.
Resumo: Introduz o conceito de inteligência emocional, relacionando autoconhecimento e autorregulação emocional aos processos cerebrais.
3. Autoeficácia
BANDURA, Albert. Self-efficacy: The exercise of control. New York: W. H. Freeman and Company, 1997.
Resumo: Principal referência teórica sobre autoeficácia, descrevendo sua influência na motivação, comportamento e tomada de decisão.
Mônica Leite
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